Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Centro de frei Gilson terá estúdio para fiéis e capelas das aparições de Guadalupe 

Numa manhã depois da Quaresma, padres da Diocese de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, se reuniram para ouvir frei Gilson ler uma carta. O bispo dom José Negri havia pedido ao frade que apresentasse ...

Por Reprodução25/04/2026 às 12:002 min de leitura
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Centro de frei Gilson terá estúdio para fiéis e capelas das aparições de Guadalupe 
Imagem: Reprodução

Numa manhã depois da Quaresma, padres da Diocese de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, se reuniram para ouvir frei Gilson ler uma carta. O bispo dom José Negri havia pedido ao frade que apresentasse pessoalmente, diante do clero, o Centro de Contemplação e Evangelização Nossa Senhora de Guadalupe — o projeto que pretende erguer na zona sul de São Paulo. Quem estava na sala saiu com uma impressão clara: tratava-se de algo bem diferente do "megatemplo" que havia circulado na internet semanas antes.

Mais contido no porte e mais próximo do frei que já conheciam. O centro será erguido em um terreno de cerca de 86 mil metros quadrados, o que supera um pouco a Basílica do Santuário Nacional de Aparecida, o segundo maior templo católico do mundo. O terreno é grande, mas boa parte dele deve permanecer como está — verde, silencioso, propício à contemplação.

A obra de Nossa Senhora de Guadalupe, entidade religiosa registrada desde julho de 2025, adquiriu a área no fim de 2025 por R$ 21,9 milhões, em 18 parcelas mensais de aproximadamente R$ 1 milhão. Na avaliação de sacerdotes da diocese ouvidos pela Gazeta do Povo, o projeto é uma igreja de porte médio associada a uma casa de retiros. O parâmetro está dentro da própria diocese: a paróquia São João de Brito, onde são celebradas ordenações sacerdotais, comporta cerca de mil fiéis, o dobro da capacidade prevista para a capela principal do novo centro.

A iniciativa não nasceu de frei Gilson, mas de dom José Negri, bispo da Diocese de Santo Amaro, que percebeu que o frade precisava de um espaço para desenvolver o ministério de forma mais estruturada. O bispo confiou a missão ao frei, que a recebeu como um chamado — e hoje preside a entidade responsável por gerir as doações e as contas do projeto. "É um chamado da Igreja, e eu o abraço com alegria e responsabilidade", disse frei Gilson.

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