Blumenau rompe contrato de segurança nas escolas após suspeita de corrupção
A prefeitura de Blumenau (SC) anunciou o rompimento dos contratos de vigilância, limpeza e zeladoria mantidos com o grupo Orcali para escolas e creches da rede municipal. A medida foi tomada em meio à...

A prefeitura de Blumenau (SC) anunciou o rompimento dos contratos de vigilância, limpeza e zeladoria mantidos com o grupo Orcali para escolas e creches da rede municipal. A medida foi tomada em meio às investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) sobre indícios de esquema de corrupção na contratação dos serviços, que ocorreu após o ataque a uma creche da cidade, no ano de 2023. Os acordos somam mais de R$ 75 milhões e previam 152 vigilantes armados em 46 escolas e 82 centros de educação infantil, mas serão encerrados até o fim deste mês, segundo o prefeito Egidio Ferrari (PL).
Ele informou que a empresa Orcali será notificada para desmobilizar as equipes e deixar todas as unidades de ensino. O pacote inclui o contrato de segurança, avaliado em cerca de R$ 23 milhões, e outros dois de limpeza e zeladoria, de aproximadamente R$ 14 milhões e R$ 38 milhões. Segundo o prefeito, a decisão de rescindir o contrato ocorreu após uma revisão interna dos contratos atingidos pela operação Sentinela, do Gaeco, e busca “garantir transparência e a correta aplicação dos recursos públicos” sem interromper serviços à comunidade escolar.
“Nosso compromisso é colocar ordem na casa, proteger o dinheiro público e garantir serviços de qualidade para os blumenauenses”, afirmou Ferrari, ao anunciar o fim dos vínculos com o grupo investigado. A Orcali assumiu a segurança das unidades de ensino de Blumenau no ano de 2023, em um contrato emergencial firmado após o ataque à creche Cantinho Bom Pastor, que deixou crianças mortas e reacendeu o debate sobre proteção escolar no país. De acordo com o Ministério Público em meio à investigação sobre suspeita de corrupção no serviço prestado em Blumenau, o grupo teria recebido informações sigilosas sobre valores de concorrentes para formular a proposta vencedora, concentrando contratos milionários de segurança e limpeza.
A operação Sentinela apura suspeitas de direcionamento de licitações, pagamento de propina e lavagem de dinheiro envolvendo servidores e empresários. As investigações apontam que, em contratos que somam cerca de R$ 56 milhões, a propina teria chegado a pelo menos R$ 2,8 milhões, com devolução ilícita de parte dos valores pagos pelo município. Procurada pela reportagem da Gazeta do Povo sobre a suspeita de corrupção em Blumenau, a Orcali afirmou que acompanha “com responsabilidade os desdobramentos relacionados à Operação Sentinela” e reafirma “respeito às instituições, às autoridades competentes e ao devido processo legal”.
A empresa diz que segue colaborando dentro dos limites legais e mantendo suas operações em funcionamento.
Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp
Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.
Leia Também

Adriana Araújo critica declarações de Eduarda Campopiano sobre feminicídio
A jornalista Adriana Araújo rebateu a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, que questionou a tipificação do crime de feminicídio no Brasil.

Inmet alerta para temporais no Centro-Sul e calor de 39 °C
Instituto Nacional de Meteorologia aponta chuvas intensas em várias regiões e temperaturas elevadas no Nordeste.

PF apreende R$ 2,85 milhões em bens e dinheiro vivo no primeiro turno
Balanço final da Polícia Federal aponta a apreensão de mais de 520 mil reais em espécie e a condução de 204 pessoas durante a votação de domingo.

Tempestades no Paraná deixam mais de 200 mil imóveis sem energia
Temporal com ventos de até 140 km/h atinge o Paraná e afeta o fornecimento de energia elétrica durante o dia de votação.