Domingo, 18 de outubro de 2026

Artigo de cardiologista analisa desafios e empatia na relação entre médicos e pacientes

Cardiologista Carlos Alberto Pastore reflete sobre a vulnerabilidade dos médicos diante de doenças e a importância da empatia no atendimento aos pacientes.

Por Redação WebTV Brasil18/10/2026 às 06:012 min de leitura
Fonte: Jovem Pan
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Artigo de cardiologista analisa desafios e empatia na relação entre médicos e pacientes
Imagem: Jovem Pan

O cardiologista Carlos Alberto Pastore, livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e membro da Brazil Health, publicou uma reflexão por ocasião do Dia do Médico sobre a relação entre profissionais de saúde e pacientes. No texto, o especialista aborda como a vivência da própria vulnerabilidade física transforma a atuação médica e destaca a relevância do atendimento humanizado no exercício da profissão.

De acordo com o médico, a convivência diária com diagnósticos e tratamentos pode gerar a falsa impressão de que o conhecimento científico oferece proteção contra enfermidades. Pastore afirma que os profissionais de saúde permanecem sujeitos às mesmas limitações corporais, incertezas e doenças enfrentadas pelo público geral, já que dominar a literatura científica sobre uma enfermidade não torna o médico imune a ela.

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O especialista avalia que compreender a evolução de um quadro clínico e conhecer os tratamentos traz segurança e tranquilidade diante de um diagnóstico, permitindo ao paciente enfrentar o problema com maior clareza. Entretanto, ele estabelece uma distinção entre o conhecimento teórico da doença e a experiência de vivenciá-la na prática. Segundo a publicação, pessoas em atendimento costumam ter dificuldades para expressar o que sentem, distinguir sintomas ou organizar dúvidas durante a consulta.

O cardiologista indica que assumir a posição de paciente permite ao médico compreender a complexidade de relatar sentimentos, expor fragilidades e confiar o tratamento a outro profissional. Pastore argumenta que o avanço tecnológico na medicina, com novas ferramentas diagnósticas e terapêuticas, não diminui a importância do acolhimento. Para o médico, a empatia exige paciência para explicar, capacidade de escuta e sensibilidade para perceber os aspectos não verbalizados do sofrimento do paciente.

Texto da redação a partir de reportagem de Jovem Pan
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