A região que tornou o palmito pupunha referência nacional e abriu o mercado externo
A imagem dos palmiteiros clandestinos que outrora desafiavam a fiscalização no sul de São Paulo ficou no passado. No Vale do Ribeira, o cultivo planejado do palmito pupunha enterrou o histórico extrat...

A imagem dos palmiteiros clandestinos que outrora desafiavam a fiscalização no sul de São Paulo ficou no passado. No Vale do Ribeira, o cultivo planejado do palmito pupunha enterrou o histórico extrativismo ilegal da palmeira nativa, transformando a região no maior polo produtor do país e na segunda maior força econômica local, de acordo com a secretaria de Agricultura do estado. Essa evolução ganhou chancela oficial: o produto acaba de obter o selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), abrindo de vez as portas dos mercados internacionais mais restritivos.
"O cultivo planejado da pupunheira mudou a dinâmica da região. Conseguimos atender à demanda do mercado de forma sustentável e reduzimos drasticamente a pressão sobre o extrativismo ilegal da palmeira juçara nas áreas remanescentes de Mata Atlântica", afirma o diretor da Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale), Claudio de Andrade e Silva. A concessão do selo, emitido na categoria Indicação de Procedência, resulta da articulação entre pequenos agricultores, Apuvale, Sebrae-SP e Instituto Federal de São Paulo (IFSP).
A Apuvale projeta uma valorização comercial rápida do produto após a certificação do Inpi. De acordo com a associação, o selo atende a uma demanda global por rastreabilidade e diferenciação no mercado de alimentos. "O mercado exige a 'descomoditização' dos produtos e o selo de Indicação Geográfica cumpre exatamente esse papel.
Conferimos um status diferenciado ao palmito, amparado pela segurança de uma certificação de alta qualidade", explica Andrade e Silva.
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