Unilever projeta alta de preços para proteger margens após conflito
A Unilever informou nesta quarta-feira que planeja elevar os preços ao consumidor no quarto trimestre e no próximo ano devido aos custos da guerra.

A Unilever comunicou nesta quarta-feira que projeta aumentos de preços mais expressivos no quarto trimestre e ao longo do próximo ano. A companhia confirmou o repasse de custos decorrentes do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que teve início no final de fevereiro.
O presidente-executivo da empresa, Fernando Fernandez, declarou que os valores cobrados em 2027 serão superiores à média registrada em 2026. Segundo o executivo, a corporação busca equilibrar o volume de vendas e a manutenção das margens financeiras para os acionistas diante do novo cenário de custos.

Outras grandes marcas do setor de bens de consumo, como Coca-Cola, Procter & Gamble, Nestlé e Reckitt, também indicaram que devem reajustar os valores dos produtos pelos mesmos motivos. Nos últimos anos, essas companhias tentavam recuperar clientes que migraram para alternativas de marca própria após sucessivas altas aplicadas na pandemia e no início da guerra na Ucrânia.
No terceiro trimestre, a Unilever registrou um crescimento subjacente nas vendas de 5,2%, superando a estimativa de 4,8% apontada pelo mercado. O avanço, contudo, veio abaixo do ritmo observado no trimestre anterior, afetado pelo segmento de alimentos.
Apesar da desaceleração em algumas divisões, a multinacional manteve as metas de desempenho para 2026. A projeção oficial indica um crescimento subjacente das vendas de cerca de 5% para o segundo semestre e alta de pelo menos 3% no volume anual, após o avanço de 2,9% no terceiro trimestre.
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