UBS projeta correção de ativos no Brasil após eleição
Banco avalia que Congresso e interesse externo limitam quedas no mercado.

O UBS divulgou um relatório nesta segunda-feira avaliando que os ativos brasileiros devem passar por uma reversão de parte do rali recente após o resultado das eleições presidenciais. Apesar da expectativa de correção, a instituição financeira aponta que dois fatores principais devem atuar para conter quedas mais profundas nos mercados locais.
O primeiro ponto destacado pelo banco é a formação do Congresso Nacional. Segundo a análise, a composição do Legislativo com viés mais conservador tende a funcionar como um contrapeso para a condução da política econômica federal, limitando a margem de manobra do Poder Executivo e reduzindo riscos fiscais mais graves.

O segundo elemento apontado pelo UBS envolve a relevância geopolítica e comercial do país no cenário internacional. Setores ligados a minerais críticos e a segmentos de manufatura avançada mantêm o potencial de atrair capital estrangeiro de forma contínua, o que ajuda a amortecer pressões negativas sobre a economia.
Apesar desses amortecedores, o cenário base da instituição prevê que ações, taxa de câmbio e curvas de juros retornem temporariamente a patamares anteriores ao primeiro turno da votação. A intensidade desse movimento dependerá diretamente das diretrizes fiscais que serão adotadas pela equipe econômica do governo federal.
O relatório indica ainda que eventuais surpresas positivas nas contas públicas, alterações nas taxas básicas de juros globais e a manutenção dos aportes externos na Bolsa de Valores brasileira continuam no radar como variáveis capazes de influenciar o desempenho dos ativos nos próximos meses.
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