Trump suspende sanções contra Rússia previstas em nova lei dos EUA
Presidente dos Estados Unidos suspendeu tarifas e penalidades contra a Rússia, alegando interesse nacional, decisão criticada pelo governo ucraniano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu sanções e tarifas contra a Rússia dias antes de as medidas entrarem em vigor. A decisão foi oficializada por meio de um decreto divulgado pela Casa Branca na sexta-feira, 16 de outubro. As punições, que incluíam taxas sobre produtos e restrições à compra de petróleo e gás russo, haviam sido estabelecidas em uma lei assinada pelo próprio mandatário no mês passado.
O texto legal visava pressionar Moscou devido à invasão da Ucrânia, iniciada em 2022. No decreto, Trump justificou que a isenção atende ao interesse nacional norte-americano. A legislação permite que o presidente conceda o benefício caso informe ao Congresso que as sanções não são adequadas ao momento.

A medida permanecerá válida até que o governo determine novos passos. A lei, batizada em homenagem ao senador Lindsey Graham, previa tarifas de até 100% sobre importações de petróleo e gás russo ou de países que auxiliassem Moscou a contornar restrições. Países como China e Índia, grandes compradores de energia russa, haviam manifestado preocupação com o impacto das sanções nas relações bilaterais e no comércio internacional.
Analistas apontam que a manutenção das tarifas poderia elevar os preços do petróleo no mercado interno dos Estados Unidos, em um período próximo às eleições de meio de mandato. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a decisão. Em publicação nas redes sociais neste sábado, 17, o líder ucraniano afirmou que a suspensão das sanções encoraja o presidente russo, Vladimir Putin, a prosseguir com ataques.
Zelensky relatou que a Rússia atingiu pelo menos 15 instalações de energia na Ucrânia na última sexta-feira.
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