Steve Bannon defende que Estados Unidos cortem relações diplomáticas com o Brasil
Ex-assessor da Casa Branca contestou o resultado do segundo turno e pediu suspensão de acordos comerciais.

O ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon defendeu nesta segunda-feira, 26 de outubro, em transmissão a partir dos Estados Unidos, o rompimento das relações diplomáticas e comerciais entre o governo norte-americano e o Brasil. A manifestação ocorreu durante exibição do programa War Room, transmitido pela emissora Real America's Voice, logo após a divulgação do resultado do segundo turno da eleição presidencial brasileira.
Durante o programa, Bannon afirmou que o novo governo eleito no Brasil não tem legitimidade e fez críticas à orientação política da futura gestão. O ex-assessor defendeu que o presidente dos Estados Unidos e o secretário de Estado se posicionem publicamente para interromper a diplomacia e as trocas de mercadorias entre as duas nações.

O posicionamento de Bannon alinha-se às declarações de apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro no exterior, que não reconhecem o resultado final divulgado pela Justiça Eleitoral. De acordo com os dados oficiais com 100% das urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva obteve 51,79% dos votos válidos e assumirá seu quarto mandato na Presidência da República, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 48,21%.
Ao abordar as eleições brasileiras, o ex-integrante do governo norte-americano usou o resultado no Brasil para fazer alertas sobre as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, agendadas para o dia 3 de novembro. No pleito americano, estarão em disputa 435 vagas na Câmara dos Representantes e 35 assentos no Senado.
Bannon declarou que a ausência de medidas para contestar resultados pode afetar a disputa eleitoral nos Estados Unidos na semana seguinte. O comentarista argumentou que votos válidos dados por cidadãos americanos podem ser desconsiderados caso não haja contestação das contagens.
Horas antes da transmissão, Bannon havia afirmado que o processo eleitoral no Brasil havia sido fraudado. O ex-assessor já havia adotado tom semelhante na eleição de 2022, quando recomendou ao ex-presidente Jair Bolsonaro que não reconhecesse a derrota nas urnas eletrônicas, sem apresentar evidências que sustentassem a afirmação.
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