Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rui Falcão pede à PGR investigação contra Flávio Bolsonaro por repasses

Deputado federal apresentou representação na PGR para apurar pagamentos de 4 milhões de reais feitos por escritório ligado a conselheiro do CNMP.

Por Redação WebTV Brasil29/10/2026 às 18:022 min de leitura
Fonte: O Antagonista (Leia)
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Rui Falcão pede à PGR investigação contra Flávio Bolsonaro por repasses
Imagem: O Antagonista

O deputado federal Rui Falcão protocolou na Procuradoria-Geral da República, nesta quarta-feira, um pedido de abertura de investigação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Edvaldo Nilo de Almeida, que integra o Conselho Nacional do Ministério Público. A representação aponta indícios de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A movimentação financeira envolve o pagamento de 4 milhões de reais divididos em duas parcelas de 2 milhões de reais, repassadas em agosto e outubro de 2025 pela banca do advogado ao escritório do parlamentar. Os repasses ocorreram no período que antecedeu a votação no Senado que aprovou a recondução de Edvaldo Nilo de Almeida ao conselho, processo em que o senador votou sem declarar impedimento.

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De acordo com o documento apresentado à PGR, as notas fiscais emitidas para justificar os valores traziam apenas a descrição genérica de assessoria jurídica, sem especificar clientes ou processos. A banca de advocacia registrou faturamento de 143 milhões de reais em 2025, com receitas originadas majoritariamente de órgãos públicos e hospitais beneficentes, conforme dados citados na representação.

A defesa do advogado sustentou que os montantes decorrem de serviços prestados a clientes privados, sem detalhar os beneficiários. O autor da representação solicita que o órgão ministerial verifique se os contratos e as notas fiscais serviram para encobrir vantagens indevidas vinculadas à votação no Senado.

Entre as diligências requeridas constam a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a análise de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a verificação de contas em instituições financeiras. O parlamentar também pediu que seja avaliada uma possível conexão com apurações em curso no Supremo Tribunal Federal e eventual violação constitucional que possa resultar em perda de mandato.

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