Paulo Figueiredo diz que carta de Flávio Bolsonaro foi elaborada com auxílio do ChatGPT
Jornalista explicou que ferramenta de inteligência artificial gerou erros na nota divulgada por Flávio Bolsonaro nos EUA.

O jornalista Paulo Figueiredo declarou em publicação na rede social X que o uso da ferramenta de inteligência artificial ChatGPT auxiliou a produção de diferentes versões da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento foi publicado após o parlamentar sair do Brasil e ir para os Estados Unidos com a sua família. Figueiredo afirmou que as divergências encontradas em cópias do texto se deveram a um processo banal de edição e trocas de arquivos durante a elaboração da nota.
Segundo a explicação dada pelo jornalista, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pediu ao ChatGPT para adicionar o brasão da República ao documento. A ferramenta tecnológica, no entanto, acabou escolhendo uma representação antiga do símbolo nacional, referente ao período em que o nome do Brasil era grafado com a letra Z. Ele alegou que os envolvidos na confecção do texto não entenderam imediatamente o motivo dessa alteração gráfica realizada pelo aplicativo.

Outro ponto modificado nas revisões foi a substituição do trecho em que Flávio Bolsonaro se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do país. Na versão revisada e compartilhada no perfil do próprio senador, o termo foi trocado para verdadeiro líder. Figueiredo disse que essa mudança buscava adequar a mensagem para descrever melhor a situação jurídica e dar um sentido moral, declarando que o papel de liderança é exercido pelo exemplo e não pelo uso da caneta.
O jornalista informou que mais de uma pessoa contribuiu para as reescritas da mensagem e que recebeu autorização para repassar o texto aos veículos de imprensa. Figueiredo declarou que o ponto essencial manifestado por Flávio Bolsonaro é o não reconhecimento do resultado da eleição presencial por considerá-la ilegítima. Para ele, o debate em torno das divergências nas versões da nota representa um fetiche da imprensa.
A viagem de Flávio Bolsonaro com a esposa e as duas filhas aos Estados Unidos ocorreu, segundo relataram, motivada por ameaças de eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal o pedido para apreender o passaporte e proibir a saída do senador do país sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 64.256.232 votos (51,79%), enquanto Flávio obteve 59.826.041 votos (48,21%).
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