Sábado, 31 de outubro de 2026

Reino Unido avalia desculpa por escravidão e propõe alívio de dívidas

O governo britânico considerará pedir desculpas pelo tráfico de escravizados e negocia medidas de alívio de dívidas para nações da Commonwealth.

Por Redação WebTV Brasil31/10/2026 às 12:022 min de leitura
Fonte: InfoMoney (Leia)
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Reino Unido avalia desculpa por escravidão e propõe alívio de dívidas
Imagem: InfoMoney

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, declarou neste sábado, 31, que seu governo vai considerar pela primeira vez um pedido formal de desculpas pelo envolvimento do país no tráfico transatlântico de escravizados. A medida integra uma estratégia para aproximar o Estado britânico de nações da África e do Caribe que integram a Commonwealth, associação com 56 países independentes.

A declaração foi publicada em um artigo no jornal The Guardian, antes da viagem de Burnham para Antígua e Barbuda, onde ocorre uma reunião de cúpula de líderes da Commonwealth. Segundo o primeiro-ministro, ignorar os debates sobre os legados históricos prejudica o funcionamento da aliança internacional, motivo pelo qual o governo pretende iniciar um diálogo estruturado com os povos afetados.

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Apesar da abertura para discutir as desculpas oficiais, Burnham descartou o pagamento de reparações financeiras. O chefe de governo afirmou que a população britânica atual não pode ser responsabilizada por eventos de períodos anteriores. Em substituição às reparações, a administração britânica planeja focar em acordos para reduzir os elevados níveis de endividamento que afetam os países em desenvolvimento.

A proposta prevê negociações conjuntas com nações ricas e investidores para estender os prazos de pagamento e reduzir taxas de juros para economias vulneráveis. Para auxiliar na articulação, o ex-primeiro-ministro Gordon Brown participará do encontro em St. John's, capital de Antígua e Barbuda, que reúne chefes de governo até a próxima quarta-feira.

A discussão sobre o passado colonial ganhou força após pressões direcionadas à monarquia britânica. Durante viagem ao Caribe, o rei Charles III reconheceu injustiças passadas, mas não apresentou um pedido de desculpas, seguindo a diretriz do governo constitucional. Com a nova postura, o gabinete britânico tenta responder tanto às demandas externas da Commonwealth quanto à pressão interna de ativistas e eleitores favoráveis à revisão do legado histórico do império.

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