Sábado, 31 de outubro de 2026

Candidata à Prefeitura de Berlim teme apoiadores do Hamas no próprio partido

Elif Eralp admitiu em mensagens privadas receio por sua segurança e precisará de proteção policial durante congresso partidário.

Por Redação WebTV Brasil31/10/2026 às 03:022 min de leitura
Fonte: Revista Oeste (Leia)
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Candidata à Prefeitura de Berlim teme apoiadores do Hamas no próprio partido
Imagem: Revista Oeste

A candidata do partido A Esquerda à Prefeitura de Berlim, Elif Eralp, admitiu em mensagens internas que teme pela própria segurança e pela de sua família devido à presença de apoiadores do Hamas no ambiente político de sua legenda. O caso veio a público em 29 de outubro, após a revista alemã Der Spiegel divulgar trechos de uma entrevista que continham comentários enviados por engano pela equipe da política.

Nas mensagens, Eralp expressou receio em citar nominalmente o ativista palestino Ibrahim Ibrahim e afirmou que tanto ela quanto seu marido sentiam medo dessas pessoas. Ibrahim é apontado por serviços de inteligência como simpatizante de organizações extremistas e homenageou em 2025 o líder do Hamas, Yahya Sinwar, responsável pelos ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel, que deixaram cerca de 1.200 mortos.

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A polêmica ganhou força após o ativista ser visto em setembro em um evento eleitoral da legenda no distrito berlinense de Neukölln. Diante das manifestações convocadas por grupos radicais para o congresso regional do partido, marcado para 31 de outubro, as autoridades de Berlim determinaram que Eralp receba proteção policial durante o evento.

O episódio gerou repercussão entre potenciais aliados na tentativa de formar uma coalizão de governo em Berlim após as eleições de 20 de setembro. O ex-ministro federal da Saúde Karl Lauterbach, do Partido Social-Democrata, recomendou que sua legenda se afastasse de uma aliança com A Esquerda, enquanto dirigentes dos Verdes exigiram garantias de firmeza contra o terrorismo e o antissemitismo.

A legenda enfrenta questionamentos sobre a proximidade entre seus setores radicais e ativistas associados a organizações extremistas. A própria Eralp terá de convencer eleitores e futuros parceiros de coalizão de que poderá governar e enfrentar publicamente os mesmos grupos que afirmou temer em privado.

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