Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Polícia prende suspeitos de fraudar R$ 10 milhões com deepfake

Operação Cáritas cumpriu mandados em cinco estados contra esquema que usava imagens geradas por inteligência artificial.

Por Redação WebTV Brasil29/10/2026 às 21:022 min de leitura
Fonte: O Antagonista (Leia)
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook
Polícia prende suspeitos de fraudar R$ 10 milhões com deepfake
Imagem: O Antagonista

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu cinco pessoas na quarta-feira, 28, sob suspeita de integrar uma organização criminosa voltada a fraudes eletrônicas. O grupo utilizava vídeos gerados por inteligência artificial com técnicas de deepfake para simular campanhas beneficentes na internet utilizando imagens do cantor Gusttavo Lima e dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo. Segundo a corporação, o esquema movimentou aproximadamente R$ 10 milhões por meio de páginas falsas divulgadas nas redes sociais.

De acordo com a investigação, a rede criminosa criava apelos visuais com fotos de pessoas em situação de vulnerabilidade e representações religiosas para atrair doações. Entre 13 de outubro e 26 de novembro de 2025, uma empresa ligada ao grupo registrou 215.575 transações financeiras, somando R$ 9.839.087,73. Os valores arrecadados vinham majoritariamente de transferências unitárias de R$ 30 e R$ 50.

PublicidadePublicidade: interno materia

Batizada de Operação Cáritas e conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, a ação cumpriu mandados judiciais no Distrito Federal, em Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo. A Justiça expediu seis ordens de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão e de bloqueio de ativos financeiros. Os cinco detidos foram localizados em Planaltina, Planaltina de Goiás, Uberlândia e Joinville, e vão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos de luxo e localizaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 400 mil, o equivalente a R$ 2,14 milhões. A corporação também recolheu cerca de 230 gigabytes de arquivos digitais, incluindo roteiros, códigos de programação e material para futuras campanhas. Os suspeitos dividiam tarefas entre o desenvolvimento tecnológico, a gestão de redes sociais, a abertura de empresas fantasmas e a dispersão dos valores obtidos nas fraudes.

Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp

Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.

Quero receber
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook
PublicidadePublicidade: interno materia

Leia Também