Pesquisadores encontram múmia de cão de 1.200 anos no Peru
Restos mortais de cão sem pelos com 1.200 anos foram identificados no sítio arqueológico de Castelo de Huarmey, no Peru.

Pesquisadores identificaram os restos mortais de um cachorro sem pelos no Peru com cerca de 1.200 anos de antiguidade no sítio arqueológico de Castelo de Huarmey, localizado a 305 quilômetros de Lima. A descoberta foi divulgada pelo periódico científico Journal of Anthropological Archaeology e representa o primeiro registro físico dessa variedade de animal no local.
O achado ocorreu após 15 anos de escavações no complexo de 44,5 hectares, que funcionava como polo administrativo e funerário da civilização Wari. No acervo canino, os especialistas recuperaram 341 elementos ósseos atribuídos a pelo menos 19 cães, com destaque para um exemplar masculino mumificado que teve a idade confirmada por radiocarbono.

Análises osteológicas conduzidas pela pesquisadora Weronika Tomczyk, da Faculdade de Dartmouth, apontaram que a relação com os animais variava conforme o contexto social. O afeto aparecia em sepultamentos ao lado de artesãos de destaque e de um homem sacrificado, enquanto fragmentos ósseos com marcas de corte indicavam o consumo eventual da espécie.
A equipe de especialistas afirmou que a consideração pelos animais não era uniforme na sociedade pré-colombiana. Segundo o estudo, o mesmo animal estimado por uma família podia ser visto de forma diferente por outros grupos locais.
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