O experimento de Stanford que simulou a vida prisional em 1971
Estudo conduzido por Philip Zimbardo na Universidade de Stanford em 1971 analisou os impactos psicológicos do sistema carcerário.

Vinte e quatro voluntários participaram de um estudo realizado na Universidade de Stanford, na Califórnia, em 1971. O projeto, idealizado pelo psicólogo Philip Zimbardo, teve como proposta observar os efeitos psicológicos derivados do sistema prisional americano, simulando a rotina de detentos e guardas em um ambiente controlado dentro do Departamento de Psicologia.
O espaço físico foi isolado com portas gradeadas, ausência de janelas e monitoramento por câmeras. Os participantes selecionados como prisioneiros foram conduzidos em carros de polícia, receberam uniformes com números de identificação, correntes nos tornozelos e toucas de náilon. A equipe organizadora apontou que o objetivo era gerar uma atmosfera de restrição semelhante à vivenciada por detentos reais.

Os guardas receberam autonomia para manter a ordem no local sem treinamento específico prévio. No segundo dia, ocorreu um protesto com barricadas nas celas, que foi contido com o uso de extintores de incêndio e medidas disciplinares adicionais. A dinâmica entre os participantes envolveu concessão de privilégios e restrições severas de circulação e higiene.
A pesquisa, inicialmente planejada para durar de um a dois meses, foi encerrada no sexto dia. Relatos da equipe indicaram que o nível de estresse e o desgaste psicológico atingiram patamares elevados entre os participantes. Anos mais tarde, o cenário das políticas correcionais nos Estados Unidos passou por novas discussões sobre o rigor das penas aplicadas.
A Netflix lançou uma produção baseada na dinâmica do estudo, colocando trinta pessoas em uma prisão real por duas semanas para observar as alterações no comportamento diante do confinamento.
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