Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Pesquisa revela estabilidade em partículas radioativas de Chernobyl

Estudo aponta que fragmentos radioativos do acidente de Chernobyl mantêm estrutura cristalina quase intacta após quatro décadas.

Por Redação WebTV Brasil09/10/2026 às 06:012 min de leitura
Fonte: Olhar Digital
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Pesquisa revela estabilidade em partículas radioativas de Chernobyl
Imagem: Olhar Digital

Pesquisadores analisaram seis fragmentos altamente radioativos liberados pelo reator destruído no acidente de Chernobyl em 1986. A análise indicou que as partículas, com tamanho entre oito e 50 micrômetros, mantêm alta radioatividade mesmo após quatro décadas. O trabalho foi conduzido por equipes da Leibniz University Hannover, na Alemanha, e do Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf.

Durante o processo, os cientistas utilizaram métodos para isolar as partículas do solo ucraniano e transportá-las para Grenoble, na França. Na Rossendorf Beamline, o grupo aplicou experimentos de difração de raios X para examinar a estrutura interna das amostras. Cada fragmento foi girado em dois mil ângulos diferentes para o registro das estruturas cristalinas.

The estudo identificou três classes principais de fragmentos formados no desastre. A primeira agrupa materiais semelhantes ao combustível nuclear de dióxido de urânio. A segunda engloba elementos fundidos à camada protetora de zircônio devido às altas temperaturas. A terceira classe surgiu no incêndio do grafite que durou dez dias, gerando compostos como o óxido U₃O₈.

A estrutura cristalina do combustível nuclear permaneceu praticamente intacta nas amostras analisadas após 40 anos. Os cientistas apontam que a estabilidade química ajuda a reter os produtos da fissão dentro da estrutura, o que pode diminuir a liberação de materiais radioativos para o solo e a água da região.

Apesar dos dados obtidos, os autores do estudo destacam que a análise abrangeu apenas seis amostras e que cada fragmento possui características próprias. As restrições de acesso à Zona de Exclusão de Chernobyl continuam em vigor, enquanto novas pesquisas investigam fases transurânicas nos resíduos do reator.

Texto da redação a partir de reportagem de Olhar Digital
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