Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Palestinos protestam em Hebron contra operação militar israelense

Manifestantes protestaram contra o deslocamento de moradores na Cisjordânia durante o dia de votação nas eleições de Israel.

Por Redação WebTV Brasil27/10/2026 às 15:022 min de leitura
Fonte: CNN Brasil (Leia)
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Palestinos protestam em Hebron contra operação militar israelense
Imagem: CNN Brasil

Soldados israelenses utilizaram uma granada de efeito moral nesta terça-feira, 27, para dispersar um grupo de palestinos que protestava em Hebron, na Cisjordânia. O ato ocorreu contra uma operação militar que resultou no deslocamento de milhares de moradores da região. A ação das forças de segurança visou permitir a continuidade de operações de demolição no local.

A Organização das Nações Unidas informou na segunda-feira que mais de 3 mil palestinos foram obrigados a deixar suas residências em decorrência da operação. O governo de Israel justificou a medida como uma resposta à morte de dois soldados israelenses, atingidos por disparos de homens armados palestinos em um posto de controle na semana anterior.

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Autoridades palestinas criticaram a operação e acusaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de utilizar a repressão na Cisjordânia para atrair o apoio de sua base eleitoral, já que o país realizava votação para definir o futuro político da nação. O governo israelense negou motivações políticas e manteve o foco na segurança da região.

Desde o ataque aos militares na sexta-feira, as Forças Armadas de Israel bloquearam o acesso à maioria das cidades palestinas na Cisjordânia, o que restringiu o deslocamento da população local. Moradores relataram dificuldades de acesso a serviços básicos, como atendimento médico, devido às barreiras impostas pelos militares.

O cenário político israelense, marcado pela disputa entre Netanyahu e Gadi Eisenkot, mantém posições contrárias à criação de um Estado palestino independente. Enquanto o governo israelense prossegue com a expansão de assentamentos na região, a ONU e diversos países consideram a ocupação ilegal, o que é contestado pelas autoridades de Israel.

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