Pablo Marçal questiona redução da abstenção no segundo turno das eleições
Empresário contesta dados de comparecimento às urnas divulgados pelo TSE e sugere análise dos votos computados após o horário original de encerramento.

O empresário Pablo Marçal questionou os números sobre a abstenção no segundo turno das eleições, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em entrevista realizada no domingo, 25, Marçal afirmou que os dados de comparecimento precisam de verificação e associou suas dúvidas ao desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O TSE informou que a taxa de eleitores que não compareceram às urnas foi de 19,21%, o menor índice registrado em segundos turnos desde 2006.
No primeiro turno, a abstenção havia sido de 21,08%. O empresário afirmou que seus analistas examinam os resultados para entender o crescimento da votação de Lula, embora não tenha apresentado provas de irregularidades na contabilização dos votos. Marçal declarou que a variação observada não teria sido percebida em outros levantamentos.

A queda na abstenção entre os dois turnos foi de 1,87 ponto percentual. O governo e as campanhas realizaram ações de mobilização para estimular a ida dos eleitores às seções eleitorais durante o pleito. Marçal também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país.
O empresário defendeu a abertura dos registros das seções para conferência dos votos depositados após as 17h e sugeriu a anulação do pleito com a realização de uma nova votação em duas semanas.
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