Sábado, 31 de outubro de 2026

MP do Trabalho registra mais de 3.500 denúncias de assédio eleitoral

Governo federal contabilizou dez mortes e milhares de denúncias de assédio após o segundo turno das eleições presidenciais.

Por Redação WebTV Brasil31/10/2026 às 00:042 min de leitura
Fonte: Pipoca Moderna (Leia)
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MP do Trabalho registra mais de 3.500 denúncias de assédio eleitoral
Imagem: Pipoca Moderna

O Ministério Público do Trabalho registrou 3.529 denúncias de assédio eleitoral no Brasil até o dia 29 de outubro de 2026. O número supera o total de 3.373 registros contabilizados em todo o processo eleitoral de 2022. Somente no mês de outubro, foram cerca de 2.700 notificações, o que motivou a organização de uma força-tarefa pelo governo federal com órgãos trabalhistas, eleitorais e de segurança pública.

A escalada de hostilidades incluiu casos de exposição pública e pedidos de demissão direcionados a eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva. Em Fortaleza, uma influenciadora digital gravou e ironizou uma criança de nove anos que vendia doces após perguntar sobre a preferência política da família. Na mesma cidade, a Justiça do Trabalho determinou a reintegração de 22 funcionários de uma fábrica de confecções que haviam sido dispensados no primeiro dia útil após a votação.

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Parlamentares e figuras públicas também utilizaram as redes sociais para incentivar boicotes e demissões. O deputado federal Nikolas Ferreira publicou mensagens contra um humorista que perdeu um contrato de trabalho devido a manifestações políticas. Já o deputado federal eleito Guilherme Kilter orientou empresários a dispensar funcionários petistas. O Ministério Público do Trabalho recomendou retratação, mas os parlamentares alegaram imunidade.

Diante da circulação de conteúdos discriminatórios, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra a Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e Threads, pedindo indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. A Justiça de São Paulo determinou a remoção das postagens identificadas em até 24 horas, com multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido, além da suspensão temporária de recomendações algorítmicas para o material contestado.

Fora do ambiente digital, o Ministério da Justiça informou que 45 episódios de violência política foram contabilizados entre os dias 24 e 28 de outubro, resultando em 47 vítimas e dez mortes, incluindo três indígenas. As ocorrências envolveram agressões físicas, uso de armas de fogo e tentativas de homicídio que continuam sob investigação policial.

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