Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública no Senado para 3 de novembro

Proposta que amplia competências da União na área de segurança será votada na próxima terça-feira após impasse político sobre a maioridade penal.

Por Redação WebTV Brasil30/10/2026 às 21:022 min de leitura
Fonte: InfoMoney (Leia)
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Alcolumbre marca votação da PEC da Segurança Pública no Senado para 3 de novembro
Imagem: InfoMoney

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agendou para a próxima terça-feira, 3 de novembro, a votação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública. O texto é tratado como prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê a ampliação das competências da União no setor, além de estabelecer restrições a membros de facções criminosas e permitir a criação de polícias municipais. A aprovação da medida é apontada pelo governo como condição para a criação de um Ministério da Segurança Pública.

A tramitação da proposta enfrentou obstáculos recentes devido a divergências sobre a redução da idade de imputabilidade penal. O governo buscou estratégias para evitar que a oposição incluísse a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, uma pauta que divide a base governista e enfrenta resistência de entidades como a CNBB. O senador Camilo Santana chegou a protocolar uma medida alternativa, mas a proposta não obteve consenso interno.

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A versão atual do projeto prevê o endurecimento de penas para integrantes de organizações criminosas e milícias. O texto também autoriza a atuação da Polícia Rodoviária Federal em hidrovias e ferrovias, além de constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública. Em relação ao desenho original apresentado pelo então ministro Ricardo Lewandowski, o projeto passou por alterações que limitam a influência da União sobre as políticas estaduais.

A proposta estabelece que o governo federal deve prover meios financeiros para a manutenção da segurança, enquanto a execução permanece com os estados, que ganham autonomia para criar conselhos e forças-tarefa. A votação definitiva ocorre após Alcolumbre ter retirado a matéria da pauta no último dia 15 devido à falta de articulação política.

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