Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Marcel van Hattem anuncia que defenderá impeachment de Gilmar Mendes no Senado

Senador eleito pelo Rio Grande do Sul afirma que iniciará mandato em 2027 trabalhando pelo afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Por Redação WebTV Brasil07/10/2026 às 21:022 min de leitura
Fonte: Jovem Pan
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Marcel van Hattem anuncia que defenderá impeachment de Gilmar Mendes no Senado
Imagem: Jovem Pan

O deputado federal e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo), anunciou nesta quarta-feira, 6 de outubro, que pretende iniciar suas atividades no Senado, em fevereiro de 2027, defendendo o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco inicial em Gilmar Mendes. A declaração foi motivada por manifestações recentes do magistrado sobre o processo eleitoral.

Gilmar Mendes havia se pronunciado sobre o primeiro turno das eleições deste ano, elogiando a atuação da Justiça Eleitoral e a segurança das urnas eletrônicas. Segundo o ministro, os eleitores brasileiros demonstraram maturidade democrática ao respeitar os resultados das votações, mesmo nos municípios e estados onde a disputa ocorreu com margens estreitas de votos.

Van Hattem garantiu sua cadeira no Senado no pleito do último domingo, 4 de outubro, após receber 3.449.053 votos, o que corresponde a 30,08% dos votos válidos em território gaúcho. A outra vaga em disputa pelo Rio Grande do Sul foi conquistada pelo também deputado federal Ubiratan Sanderson (PL), que obteve 3.453.316 votos, equivalente a 30,11% do total.

O pedido de afastamento de membros da corte constitucional foi um dos temas centrais da campanha de Van Hattem. Antes do primeiro turno, o parlamentar havia indicado que o ministro Alexandre de Moraes seria o alvo prioritário de suas ações no Senado devido ao volume de representações existentes contra ele. Na ocasião, o senador eleito poupou o ministro André Mendonça de críticas, avaliando que ele atua conforme as regras da magistratura.

A postura de defesa em relação a Mendonça ocorreu em um período de divergências internas no tribunal, após o ministro retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que citava o nome de Moraes em mensagens de celular de um banqueiro. Moraes contestou publicamente a liberação das informações, classificando o ato como uma exposição desnecessária e seletiva de dados.

Texto da redação a partir de reportagem de Jovem Pan
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