Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

JPMorgan reduz recomendação das ações do Bradesco para neutra e corta preço-alvo

Banco norte-americano cortou a projeção do preço das ações do Bradesco de R$ 26 para R$ 18 após revisar perspectivas para 2027.

Por Redação WebTV Brasil29/10/2026 às 09:022 min de leitura
Fonte: InfoMoney (Leia)
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JPMorgan reduz recomendação das ações do Bradesco para neutra e corta preço-alvo
Imagem: InfoMoney

O banco de investimentos JPMorgan rebaixou a recomendação das ações do Bradesco de compra para neutra e cortou o preço-alvo dos papéis de R$ 26 para R$ 18 para o final de 2027. A decisão acompanha movimento semelhante realizado pelo Itaú BBA, que também alterou a classificação do banco brasileiro para neutra e reduziu o valor projetado das ações para R$ 20.

Analistas do JPMorgan projetam que a economia brasileira em 2027 trará um ritmo mais lento de expansão do crédito, associado a taxas de juros elevadas e aumento no risco de calotes. O relatório calcula que o retorno sobre o patrimônio do Bradesco cairá de cerca de 15% em 2026 para 14% em 2027, com o lucro líquido registrando alta de apenas 2% no período, totalizando cerca de R$ 27,9 bilhões.

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A instituição financeira prevê perda de fôlego em segmentos importantes do crédito, incluindo o consignado privado, o financiamento de veículos e os empréstimos a pequenas, médias e grandes empresas. Com a desaceleração dessas modalidades, a estimativa para o crescimento anual da carteira total recuou para cerca de 6% nos próximos trimestres, enquanto a margem financeira com clientes deve sofrer compressão.

O relatório aponta ainda uma perspectiva de deterioração na qualidade das carteiras de pessoas físicas e jurídicas ao longo de 2027, o que pode elevar as despesas com provisões contra devedores duvidosos. A inclinação da curva de juros também aparece como fator de pressão sobre a tesouraria. Conforme dados atribuídos à direção do Bradesco no relatório, cada alta de 100 pontos-base nas taxas pode representar perdas de R$ 900 milhões na gestão de ativos e passivos.

Ao comparar os grandes bancos operantes no Brasil, o JPMorgan reiterou sua preferência pelos papéis do Itaú Unibanco. O documento aponta que a instituição concorrente demonstra melhor estrutura para enfrentar oscilações na economia e expandir sua participação de mercado diante das limitações enfrentadas por rivais do setor bancário.

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