Sábado, 3 de outubro de 2026

Investidores estrangeiros aportam R$ 9,1 bilhões na B3 em setembro

Entrada de capital externo em setembro recupera parte das perdas registradas em agosto, mas analistas recomendam cautela para o fim do ano.

Por Redação WebTV Brasil02/10/2026 às 12:382 min de leitura
Fonte: InfoMoney
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Investidores estrangeiros aportam R$ 9,1 bilhões na B3 em setembro
Imagem: InfoMoney

Investidores estrangeiros aportaram R$ 9,1 bilhões na bolsa de valores brasileira, a B3, durante o mês de setembro. O montante representa uma recuperação parcial após a retirada de R$ 18,11 bilhões registrada em agosto, de acordo com os dados oficiais divulgados pela instituição financeira.

No acumulado do terceiro trimestre, o saldo de capital externo ficou negativo em R$ 6,45 bilhões ao desconsiderar ofertas públicas iniciais (IPOs) e emissões subsequentes (follow-ons). Ao incluir essas operações, o saldo negativo foi de R$ 4,7 bilhões. No acumulado do ano, o saldo geral permanece positivo, registrando R$ 27,4 bilhões sem IPOs e follow-ons, e R$ 32 bilhões ao computar essas transações. O ingresso de recursos externos contribuiu para a alta de aproximadamente 5% do Ibovespa em setembro.

A corretora XP Investimentos apontou em relatório que a entrada de recursos ocorreu mesmo com a elevação dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos, os chamados Treasuries. A instituição financeira atribui o movimento a fatores internos, como o ambiente político. Segundo o relatório, investidores se posicionaram diante das projeções eleitorais que indicavam maior competitividade entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Plataformas de previsão apontaram crescimento nas chances de vitória do senador, o que gerou expectativa no mercado por uma gestão fiscal mais rígida, reduzindo os juros futuros.

O consultor Fábio Murad, da Wiser Asset, avalia que o ingresso de capital em setembro reflete uma recomposição de carteiras após a forte saída de recursos no mês anterior. Para Murad, a queda nos preços das ações brasileiras e a perspectiva de redução na taxa básica de juros melhoraram a relação entre risco e retorno para os investidores externos.

A continuidade desse fluxo positivo depende de variáveis externas e internas nos próximos meses. A XP considera o volume atual modesto e aponta potencial de crescimento caso aumente o apetite global por risco. Murad pondera que a consolidação de uma tendência de alta está vinculada ao comportamento dos juros norte-americanos, à trajetória da taxa Selic, à variação cambial e à percepção sobre as contas públicas do governo.

Texto da redação a partir de reportagem de InfoMoney
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