Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Gabrielli defende corte de juros e endossa propostas de Lara Resende

Coordenador do programa de governo de Lula publicou artigo nesta segunda-feira para debater política fiscal e taxa básica de juros.

Por Redação WebTV Brasil02/11/2026 às 21:022 min de leitura
Fonte: Poder360 (Leia)
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Gabrielli defende corte de juros e endossa propostas de Lara Resende
Imagem: Poder360

O coordenador do programa de governo da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, José Sérgio Gabrielli, publicou um artigo nesta segunda-feira em que defende a redução da taxa básica de juros por meio de um ajuste progressivo de receitas e despesas. O documento foi divulgado em meio à apreensão do mercado financeiro em relação aos rumos da política fiscal do próximo mandato presidencial. No texto, Gabrielli sustenta que não há correlação forte nas últimas décadas entre o resultado primário e a curva de juros no país.

A proposta citada no artigo é a do economista André Lara Resende, que sugere a criação de um conselho para fixar metas conjuntas de política fiscal e monetária por um período de quatro a cinco anos. A sugestão prevê reduzir a Selic gradualmente para cerca de 7,5% ao ano e, posteriormente, estabilizá-la entre 3% e 5,5% ao ano. O mercado financeiro reagiu com ressalvas à ideia, e o Ministério da Fazenda informou que a adoção de um tabelamento de juros não está em discussão.

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A dívida pública brasileira chegou a 82,9% do PIB em setembro, acumulando alta de 11,2 pontos percentuais desde o início do terceiro mandato presidencial. Gabrielli minimizou os temores sobre a solvência do país, apontando que a dívida líquida está em 69,3% do PIB e que 90% dos débitos estão denominados em moeda nacional, além da presença de reservas cambiais expressivas. Para o autor do artigo, a taxa elevada de juros é a principal causa do crescimento da dívida pública atual.

O texto também aponta que reduções de despesas públicas devem ocorrer sem cortes no salário mínimo real, sem restrições ao Benefício de Prestação Continuada ou ao Bolsa Família, e sem reduções nos pisos constitucionais de saúde e educação. Entre as alternativas listadas estão a revisão de benefícios tributários ineficientes, a análise de contratos públicos e a recuperação de créditos tributários devidos por grandes contribuintes.

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