Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Fratura no punho pode ser difícil de identificar em exames iniciais de imagem

Especialistas alertam que lesões no osso escafoide nem sempre aparecem em radiografias comuns, exigindo investigação rigorosa para evitar complicações.

Por Redação WebTV Brasil27/10/2026 às 09:022 min de leitura
Fonte: Jovem Pan (Leia)
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Fratura no punho pode ser difícil de identificar em exames iniciais de imagem
Imagem: Jovem Pan

Quedas com a mão espalmada são causas frequentes de lesões no punho, especialmente em adultos jovens e praticantes de esportes. Uma das preocupações médicas é a fratura do escafoide, um dos pequenos ossos que compõem o carpo. O problema ocorre quando o impacto causa dano próximo à base do polegar, região onde o paciente costuma relatar dor e desconforto ao movimentar a articulação.

O diagnóstico inicial pode ser dificultado pelo fato de que a radiografia convencional, exame padrão após traumas, nem sempre detecta fraturas sem desvio nos primeiros dias. Segundo ortopedistas, o paciente pode acreditar que sofreu apenas uma contusão leve devido à dor suportável e retomar suas atividades habituais, o que impede o tratamento adequado e expõe o osso a riscos de consolidação inadequada.

Para casos em que a dor persiste na região da tabaqueira anatômica, a ressonância magnética é recomendada por diretrizes internacionais.

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O exame é capaz de identificar alterações internas e detectar fraturas ocultas que não são visíveis em radiografias ou tomografias. A intervenção precoce evita que o paciente permaneça com a lesão sem o suporte necessário ou passe por períodos de imobilização desnecessários.

A anatomia do escafoide torna algumas fraturas delicadas, pois a nutrição sanguínea do osso pode ser comprometida dependendo da localização da lesão.

Quando o suprimento de sangue é interrompido, aumentam as chances de pseudoartrose, situação em que o osso não regenera, podendo levar a dores crônicas, perda de força e artrose irreversível ao longo dos anos.

O tratamento varia conforme a gravidade e o tipo de fratura. Lesões estáveis podem ser geridas com imobilização e monitoramento por imagem.

Já casos desviados ou com risco de necrose exigem procedimentos cirúrgicos, como a fixação com parafusos ou placas específicas. O acompanhamento médico especializado é necessário para definir a conduta e garantir que a reabilitação ocorra de forma segura.

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