Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Equipe de Flávio Bolsonaro defende impeachment de ministros do STF como prioridade

A campanha do candidato do PL considera o afastamento de ministros do STF como medida para retomar o equilíbrio entre os Poderes caso vença a eleição.

Por Redação WebTV Brasil09/10/2026 às 06:012 min de leitura
Fonte: Revista Oeste
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Equipe de Flávio Bolsonaro defende impeachment de ministros do STF como prioridade
Imagem: Revista Oeste

A equipe de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classifica como inegociável o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do presidenciável sustentam que o afastamento do magistrado seria necessário para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes, citando decisões proferidas desde o início do Inquérito das Fake News, em 2019, como bloqueios de contas e ordens de busca e apreensão. O grupo também avalia a possibilidade de pedir o impeachment do ministro Flávio Dino, sob a alegação de favorecimento à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em decisões judiciais.

Em 30 de setembro, a defesa de Flávio chegou a solicitar ao STF que Dino fosse declarado suspeito para atuar em processos da disputa presidencial, mas o pedido foi rejeitado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, no dia 1 de outubro. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o Senado deve exercer suas atribuições constitucionais para analisar eventuais crimes de responsabilidade de magistrados. Marinho defende alterações no regimento da Casa para evitar que pedidos de impeachment fiquem parados sem análise por decisão da presidência do Senado.

A pauta de reformas pretendida por Flávio inclui mudanças no Judiciário, na legislação trabalhista e na Previdência, além de uma revisão do arcabouço fiscal. A equipe econômica estuda medidas para conter despesas obrigatórias, com projeção de economia de até 250 bilhões de reais. Aliados do candidato também trabalham com a expectativa de soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde março de 2026 após condenação pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

O procedimento de impeachment exige o voto de dois terços dos senadores, totalizando 54 dos 81 parlamentares da Casa.

Texto da redação a partir de reportagem de Revista Oeste
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