Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Deputado do PT pede afastamento de Nunes Marques do TSE no STF

Parlamentar petista acionou o STF nesta terça-feira e solicitou a saída do ministro do TSE após decisões sobre canal de WhatsApp.

Por Redação WebTV Brasil14/10/2026 às 12:022 min de leitura
Fonte: Revista Oeste
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Deputado do PT pede afastamento de Nunes Marques do TSE no STF
Imagem: Revista Oeste

O deputado federal Rui Falcão protocolou nesta terça-feira, 13, uma representação no Supremo Tribunal Federal para solicitar o afastamento do ministro Kassio Nunes Marques de suas funções no Tribunal Superior Eleitoral. O pedido abrange também a abertura de investigações sobre possíveis irregularidades em decisões do magistrado e em dados apresentados pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O requerimento protocolado pelo parlamentar estabelece que o afastamento ocorra até a diplomação dos candidatos eleitos, preservando a atuação do ministro na Suprema Corte.

Como alternativa, a peça sugere que a suspensão das atividades eleitorais seja aplicada apenas aos processos vinculados ao pleito presidencial. O documento foi encaminhado para manifestação da Procuradoria-Geral da República. O centro da contestação envolve a ordem de suspensão do canal de WhatsApp identificado como Exército do Lula, administrado pelo deputado André Janones.

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A campanha adversária havia solicitado o bloqueio com a alegação de propagação de conteúdo irregular. Na representação, o parlamentar aponta questionamentos sobre os documentos apresentados pela coligação de Flávio Bolsonaro e sobre o volume de denúncias indicadas no processo. A defesa da medida aponta que a campanha recorreu à presidência do TSE para obter uma decisão sobre um tema que já tramitava no gabinete do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Segundo o cronograma detalhado na ação, a presidência determinou o bloqueio do canal em 11 de outubro. No mesmo dia, o corregedor restabeleceu de forma provisória o funcionamento da ferramenta de mensagens e enviou o caso para análise do plenário, mantendo restrições sobre publicações consideradas ilícitas anteriormente. A peça jurídica menciona ainda que uma análise técnica do órgão não encontrou novas postagens com os mesmos materiais alvos da controvérsia.

Diante da sequência de despachos, o representante do Partido dos Trabalhadores sustenta a existência de indícios de favorecimento à candidatura opositora e requer uma apuração sobre a conduta do magistrado. Posteriormente, em 13 de outubro, o ministro condicionou a reativação definitiva da ferramenta digital ao registro do endereço oficial perante a Justiça Eleitoral, exigência cumprida pela legenda no mesmo dia.

Texto da redação a partir de reportagem de Revista Oeste
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