Coreia do Sul anuncia postura rígida na fronteira após tensões com o Norte
O governo sul-coreano promete proteger a fronteira militar enquanto Pyongyang critica exercícios aéreos conjuntos entre Seul e Washington.

O assessor de segurança nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, declarou nesta sexta-feira (30) que o país adotará medidas firmes para assegurar a proteção de sua fronteira militar. A posição surge após o aumento das tensões na região, motivado pela explosão de uma mina terrestre na Zona Desmilitarizada que resultou em ferimentos graves a soldados sul-coreanos no mês passado. Seul atribui o incidente ao governo norte-coreano, que nega a autoria do fato.
O Comando das Nações Unidas, responsável pela supervisão da área, classificou a presença do artefato explosivo como uma violação do armistício vigente. Em resposta, as autoridades sul-coreanas exigiram a interrupção imediata de obras de fortificação realizadas pela Coreia do Norte nas proximidades da linha divisória, sob o argumento de que tais ações agravam a instabilidade local.

Paralelamente, o cenário de disputa inclui a ameaça de retomada de transmissões de propaganda por alto-falantes ao longo da fronteira, anunciada por Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un. O serviço de inteligência da Coreia do Sul informou na quinta-feira (29) que, até o momento, não foram detectadas transmissões ativas por parte do país vizinho.
Por outro lado, o Ministério da Defesa da Coreia do Norte criticou a realização dos exercícios aéreos Freedom Flag, conduzidos em conjunto pelas forças armadas sul-coreanas e pelos Estados Unidos. Em comunicado oficial, um porta-voz norte-coreano afirmou que o país manterá uma postura de dissuasão para enfrentar as movimentações militares dos Estados Unidos e seus aliados na Península Coreana.
Os treinamentos aéreos tiveram início na segunda-feira (26) na Base Aérea de Kunsan e contam com a participação de caças furtivos F-35A e F-35B. A previsão é que as atividades militares sejam encerradas no dia 6 de novembro.
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