Campanha de Lula aciona a ONU e a Polícia Federal contra a Meta
A coligação de Luiz Inácio Lula da Silva acionou a ONU e a Polícia Federal acusando a Meta de beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Organização das Nações Unidas neste sábado, 17 de outubro, para denunciar supostos privilégios dados pela tecnologia Meta à candidatura de Flávio Bolsonaro. A coligação Brasil Pronto pra Mais entregou um relatório ao relator especial Leopoldo Maldonado Gutiérrez solicitando o acompanhamento de decisões tomadas pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre a veiculação de conteúdos políticos nas redes sociais.
Paralelamente à representação internacional, a equipe jurídica acionou o Procurador-Geral Eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, e a Polícia Federal. O objetivo das petições é investigar se a campanha do senador recebeu vantagens econômicas por meio da distribuição e produção de materiais nas plataformas digitais. A acusação aponta que o perfil de Flávio Bolsonaro, com 14,2 milhões de seguidores, alcançou cerca de 39% a mais de visualizações em vídeos curtos do que o perfil do atual presidente, que soma 17,4 milhões de seguidores.

O documento enviado às autoridades relata falhas e direcionamentos no Instagram, no WhatsApp e em ferramentas de inteligência artificial. Segundo a coligação, a conta do senador aparecia entre as recomendações de busca do Instagram, ao passo que o perfil do petista não surgia nem ao digitar o nome exato. No WhatsApp, a pesquisa pelo canal Exército do Lula trazia como indicação o grupo Tropa do Flávio. O relatório menciona ainda que a inteligência artificial da empresa gerava imagens relativas à candidatura do senador, mas recusava pedidos semelhantes feitos em nome do presidente.
A defesa da candidatura de Lula afirmou também que o perfil do presidente sofreu bloqueios diretos, incluindo a desativação da conta de anúncios e a paralisação do impulsionamento de publicações por quase 24 horas. Na quarta-feira, 14 de outubro, a Meta informou que havia suspenso temporariamente as recomendações e a criação de imagens de candidatos para cumprir as regras do Tribunal Superior Eleitoral, que havia proibido a limitação de alcance de conteúdos políticos.
Em resposta às acusações, a Meta declarou na sexta-feira, 16 de outubro, que a desativação da conta de anúncios da campanha petista ocorreu por um erro técnico, sem qualquer motivação política. A empresa negou qualquer interferência nas eleições brasileiras e reiterou o compromisso de seguir as determinações da Justiça Eleitoral.
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