Campanha de 2026 reúne promessas de celulares e sósias
Disputa eleitoral de 2026 registra planos com distribuição de telefones, candidatos com nomes de famosos e declarações inusitadas.

A corrida eleitoral de 2026 registrou episódios curiosos nos registros do Tribunal Superior Eleitoral e nas declarações dos candidatos ao longo da campanha. Entre as propostas apresentadas por concorrentes que acabaram não se elegendo, constava a promessa de distribuição de um aparelho telefônico de última geração e internet gratuita por um ano para quem concluísse cursos de empreendedorismo governamental. A medida foi incluída no plano de governo entregue ao Tribunal Superior Eleitoral por Leonardo Avalanche, indicado pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro para substituir Pablo Marçal. A campanha alegou que os recursos sairiam da verba de publicidade federal, mas Avalanche desistiu da disputa em 30 de setembro.
Outro momento que chamou atenção ocorreu durante uma entrevista em 2 de julho, quando o ex-deputado Cabo Daciolo afirmou publicamente duvidar da identidade do atual presidente da República, sem apresentar provas. Daciolo acabou disputando o governo do Amazonas pelo partido Mobiliza e obteve 1,75% dos votos válidos, sem conseguir se eleger.

Nos nomes de urna, diversos candidatos apostaram na semelhança física com figuras públicas ou artistas. Concorreram às vagas federais e estaduais nomes inspirados em políticos e celebridades, além de registros como Vovó Tsuname, Batata e Keila Acaba Não Mundão, mapeados em levantamento nos dados da Justiça Eleitoral. As regras para a escolha estipulam limite de trinta caracteres e vedam termos considerados inadequados pela Justiça Eleitoral.
O cantor Manoel Gomes, conhecido pela repercussão de suas músicas, filiou-se ao partido Avante e disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo. Durante uma entrevista concedida em abril ainda na fase de pré-candidatura, ao ser questionado sobre propostas para as áreas de saúde, segurança e educação, declarou que sua equipe repassaria as informações e admitiu estar perdido na trajetória política. A campanha recebeu um milhão e duzentos mil reais do fundo eleitoral, mas o candidato encerrou o pleito com sete mil duzentos e trinta e nove votos e não obteve a cadeira.
Em Teresópolis, no Rio de Janeiro, agentes regionais apreenderam um quadro com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro durante um ato do candidato a deputado federal Rafael Satiê, realizado em 21 de setembro. Na ocasião, o próprio candidato questionou se o ex-presidente era o postulante ao cargo. O material foi devolvido após determinação da Justiça Eleitoral emitida em 28 de setembro, e Satiê conquistou a vaga na Câmara dos Deputados.
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