Domingo, 25 de outubro de 2026

Analista critica silêncio de Fachin sobre decisão de Zanin nas eleições

Marcello D’Angelo afirmou que falta de atuação do presidente do STF expôs problemas de coordenação e reacendeu debate por reforma no Judiciário.

Por Redação WebTV Brasil25/10/2026 às 21:022 min de leitura
Fonte: Poder360 (Leia)
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Analista critica silêncio de Fachin sobre decisão de Zanin nas eleições
Imagem: Poder360

O jornalista e analista político Marcello D’Angelo criticou a ausência de posicionamento do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em relação à decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação no segundo turno das eleições nacionais neste domingo, 25 de outubro de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Poder Eleições, transmitido ao vivo pelo canal do portal Poder360 no YouTube.

De acordo com D’Angelo, a decisão emitida por Zanin pouco antes do horário previsto para o encerramento das urnas se sobrepôs às competências do Tribunal Superior Eleitoral. O analista afirmou que Fachin detinha a prerrogativa regimental de cassar a medida monocrática adotada pelo colega de tribunal, mas optou por não intervir e permitiu a continuidade da ordem estendida.

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Na avaliação do analista, a falta de interferência da presidência do Supremo expôs falhas na coordenação entre as instituições do país e gerou uma situação de ausência de institucionalidade. D’Angelo criticou expressamente o uso de decisões individuais em matérias de âmbito eleitoral e declarou que a corte realizou um sequestro do processo eleitoral brasileiro durante a disputa de 2026.

O analista defendeu que o episódio envolvendo a extensão do horário de votação colocará a debate uma reforma do Poder Judiciário nas negociações políticas a partir de segunda-feira, 26 de outubro. Segundo ele, os desentendimentos em torno das decisões da corte geram insegurança jurídica e devem pautar o diálogo entre os atores políticos no período pós-eleitoral.

D’Angelo afirmou que essa discussão influenciará diretamente a composição da futura gestão federal, afetando a escolha dos próximos ministros da Justiça e da Defesa, além de eventuais indicações para vagas no STF, independentemente de quem saia vitorioso na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Ele ponderou, no entanto, que a possibilidade de contestação formal do resultado das urnas é remota, uma vez que as informações da apuração não apontam problemas em escala capaz de anular o pleito.

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