TSE mantém canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro ativo e manda apagar áudio
Corregedor da Justiça Eleitoral manteve o canal Tropa do Flávio ativo, mas ordenou a exclusão de áudio com acusação de fraude.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, decidiu na sexta-feira, 23, que o canal de WhatsApp Tropa do Flávio, vinculado à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), continuará em funcionamento. A decisão determinou a exclusão de um áudio divulgado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) que menciona possível fraude de mesários a favor de Lula (PT). O prazo estipulado para a remoção foi de duas horas, sob pena de multa de 100 mil reais por hora de atraso.
A medida responde parcialmente a uma ação apresentada pela coligação do candidato Lula. O grupo político argumentou que a campanha adversária utilizava o espaço para propagar desinformação e comprometer a credibilidade do processo eleitoral, apontando suposto abuso de poder econômico e uso inadequado dos meios de comunicação.

O corregedor apontou a presença de indícios de conteúdo potencialmente desinformativo no canal, mas avaliou que os elementos apresentados não justificavam a suspensão total da ferramenta. Segundo o magistrado, o bloqueio completo afetaria publicações regulares, incluindo críticas políticas e propaganda eleitoral legítima, sendo classificado como medida de última instância.
A gravação questionada possui 1 minuto e 39 segundos e foi veiculada na sexta-feira às 11h43. No arquivo, Gayer alega que mesários poderiam votar no lugar de eleitores ausentes, com foco na região Nordeste, para favorecer o candidato petista, além de convocar apoiadores para atuarem como fiscais de urna.
Conforme o processo, o material atingiu cerca de 25 mil encaminhamentos e 12 mil reações em pouco mais de duas horas. Cueva classificou a mensagem como falsa e destacou que a circulação do conteúdo na véspera da votação gera riscos à confiança nas instituições eleitorais.
A determinação judicial também veda a republicação do arquivo ou de materiais semelhantes em outros perfis administrados pelos investigados, estabelecendo multa de 100 mil reais para cada nova infração constatada.
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