Santander Brasil assume impacto de estratégia de baixo risco na rentabilidade
O CEO do Santander Brasil afirmou que a opção por menor risco reduz a rentabilidade no curto prazo, mas defendeu o modelo para o longo prazo.

O Santander Brasil admitiu que a decisão de priorizar operações de menor risco impacta negativamente o desempenho financeiro no curto prazo. Durante teleconferência realizada com analistas após a divulgação do balanço do terceiro trimestre, o diretor-presidente Gilson Finkelsztain declarou que a mudança de rumo cobra um preço na rentabilidade, mas sustentou que a medida representa a melhor alternativa para os próximos anos. Segundo o executivo, a alocação de mais capital e esforço em segmentos cautelosos gera queda de spread, embora a instituição considere o direcionamento correto.
Para reverter o quadro sem recorrer ao crédito arriscado, o banco planeja focar em clientes de alta renda, grandes empresas e operações de banco de atacado. No atendimento a pequenas e médias empresas, a diretoria estabeleceu que a expansão ocorrerá por meio de serviços transacionais e gestão de caixa, evitando a concessão de empréstimos sem garantias reais. A instituição financeira busca equilibrar o balanço e recuperar margens por meio de prestação de serviços e controle rigoroso de exposição ao risco.
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