Prefeitura de São Paulo investiga vazamento de dados do sistema Smart Sampa
Dados de monitoramento da capital paulista ficaram expostos na internet por 11 meses e administração atribui o caso a um servidor.

A prefeitura de São Paulo investiga o vazamento de imagens de 58 mil câmeras do Smart Sampa, sistema de monitoramento e reconhecimento facial da capital. As informações ficaram acessíveis na internet por cerca de 11 meses e incluíram registros de ruas, escolas, creches e hospitais. A administração municipal afirmou que o episódio ocorreu devido a uma ação ilegal de um servidor, negando a existência de falhas técnicas na plataforma.
O funcionário suspeito foi identificado e afastado, e o caso é apurado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana. O repositório de dados foi removido do ar após a descoberta da exposição. Como resposta, a prefeitura implementou novas camadas de segurança, como autenticação em dois fatores e senhas exclusivas.

O sistema Smart Sampa, lançado em 2024, utiliza inteligência artificial para cruzar imagens com bancos de dados de procurados pela Justiça e pessoas desaparecidas. A operação do programa custa aproximadamente R$ 10 milhões mensais aos cofres públicos. Segundo dados fornecidos pela gestão municipal, a ferramenta auxiliou na captura de 3,6 mil foragidos e na localização de 284 pessoas desaparecidas até o momento.
A prefeitura também ressaltou que o sistema passa por auditorias periódicas e fiscalização do Tribunal de Contas do Município. O programa de monitoramento paulistano serviu como base para a proposta Smart Brasil, apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro durante sua campanha presidencial.
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