Sábado, 3 de outubro de 2026

Polícia Federal prende 23 pessoas por suspeita de compra de votos em Roraima

Ações distintas da Polícia Federal em Roraima resultaram na prisão em flagrante de suspeitos e eleitores por corrupção eleitoral.

Por Redação WebTV Brasil02/10/2026 às 12:082 min de leitura
Fonte: InfoMoney
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Polícia Federal prende 23 pessoas por suspeita de compra de votos em Roraima
Imagem: InfoMoney

A Polícia Federal prendeu em flagrante 23 pessoas por suspeita de compra de votos e corrupção eleitoral em Roraima na quinta-feira, 1º de outubro. As prisões ocorreram durante duas operações distintas realizadas por agentes federais no estado com o objetivo de coibir crimes relacionados ao pleito municipal.

Na primeira abordagem, os policiais detiveram um homem que portava uma lista com nomes de eleitores e a quantia de R$ 33.720 em espécie. A corporação informou que o dinheiro apreendido seria destinado ao pagamento dos cidadãos que constavam no documento em troca de apoio político na votação de outubro.

A segunda ação policial resultou na detenção de outras 22 pessoas envolvidas em um suposto esquema de distribuição de recursos financeiros. De acordo com as investigações, os eleitores recebiam dinheiro para votar em determinados candidatos. Os agentes federais autuaram tanto os operadores do esquema quanto os próprios cidadãos que admitiram ter aceitado os pagamentos, que eram de R$ 400 para cada eleitor.

A legislação eleitoral brasileira estabelece que eleitores e candidatos não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem o primeiro turno, agendado para 6 de outubro, e até 48 horas após o encerramento da votação. Essa medida especial de proteção ao voto entrou em vigor no dia 29 de setembro em todo o território nacional.

A regra eleitoral prevê exceções para a realização de prisões nesse período restritivo. Os cidadãos só podem ser detidos em casos de flagrante delito, como ocorreu nas operações em Roraima, em cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto, situação que se configura quando o eleitor sofre violência para ser impedido de votar.

Texto da redação a partir de reportagem de InfoMoney
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