Sábado, 3 de outubro de 2026

Polícia da Índia detém manifestantes em protestos contra mudanças no cadastro eleitoral

Atos em Nova Délhi contestam a exclusão de eleitores dos registros oficiais e pedem a saída do chefe da comissão eleitoral do país.

Por Redação WebTV Brasil03/10/2026 às 15:012 min de leitura
Fonte: CNN Brasil
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Polícia da Índia detém manifestantes em protestos contra mudanças no cadastro eleitoral
Imagem: CNN Brasil

A polícia da Índia deteve manifestantes em Nova Délhi neste sábado, 3 de outubro, durante o segundo dia de protestos contra alterações no cadastro eleitoral do país. O movimento tem o apoio de partidos de oposição, como o Cockroach Janta, liderado por jovens da Geração Z. Os manifestantes afirmam que as novas regras favorecem o partido do primeiro-ministro Narendra Modi.

Durante a manifestação de sábado, cerca de 100 pessoas derrubaram barreiras de segurança e gritaram palavras de ordem contra o governo e contra o chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, exigindo sua renúncia. Policiais usaram a força para conter o grupo e realizar as detenções. Entre os participantes do ato estavam o parlamentar independente Kapil Sibal e ativistas políticos locais.

A oposição critica o processo de verificação nacional iniciado no ano passado. Segundo os opositores, a medida retirou milhões de cidadãos aptos das listas de votação. A presidente da Associação Estudantil de Toda a Índia, Neha Bora, que estava no protesto, declarou que as autoridades primeiro removeram pessoas do cadastro e agora tentam impedir as manifestações contrárias à decisão.

Por outro lado, a Comissão Eleitoral da Índia defende a iniciativa. O órgão afirma que o objetivo do recadastramento é retirar do sistema os nomes de eleitores falecidos, registros duplicados ou de pessoas inelegíveis. Na sexta-feira, 2 de outubro, a comissão determinou que os funcionários façam o registro de novos eleitores e daqueles que foram omitidos anteriormente.

A polícia local não divulgou a quantidade nem a identidade das pessoas detidas nos dois dias de mobilização. Na sexta-feira, os agentes já haviam impedido a reunião de manifestantes e fechado estações de metrô próximas por questões de segurança. O chefe do órgão eleitoral, Gyanesh Kumar, não se manifestou sobre os protestos e os pedidos de renúncia.

Texto da redação a partir de reportagem de CNN Brasil
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