Sábado, 31 de outubro de 2026

Embrapa desenvolve modelo de galinheiro para proteger comunidades indígenas

A Embrapa Pantanal criou um sistema de criação de aves com foco na segurança alimentar e na prevenção de doenças em aldeias de Mato Grosso do Sul.

Por Redação WebTV Brasil31/10/2026 às 09:032 min de leitura
Fonte: Poder360 (Leia)
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Embrapa desenvolve modelo de galinheiro para proteger comunidades indígenas
Imagem: Poder360

A Embrapa Pantanal criou um modelo de instalação para a criação de galinhas de quintal e protocolos sanitários voltados para comunidades indígenas e agricultores familiares em Mato Grosso do Sul. O projeto busca ampliar a segurança alimentar, melhorar a produção de ovos e reduzir os riscos de transmissão de doenças como a gripe aviária na região. As diretrizes foram publicadas em 2026 no Comunicado Técnico 125.

O custo estimado para implantar a estrutura é de R$ 18.000, com capacidade para abrigar até 100 aves poedeiras. O projeto prevê cercados que evitam o contato das galinhas com animais silvestres e facilitam a limpeza do ambiente. Com recursos da Fundect, foram financiados quatro módulos de criação, sendo que o primeiro deles já foi concluído na Terra Indígena Taunay-Ipegue, com a participação dos moradores locais.

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A iniciativa conta com a colaboração da Agraer e atende principalmente o povo Terena no município de Aquidauana. Segundo a pesquisadora Adriana Araújo, o trabalho oferece capacitação técnica sobre biossegurança, qualidade dos ovos e manejo sanitário. Já a pesquisadora Raquel Juliano afirma que a ação integra a saúde humana, animal e ambiental dentro do conceito de Saúde Única, protegendo as comunidades tradicionais.

Para baratear o custo da criação, a pesquisa também desenvolveu fórmulas de ração alternativa com o uso de moringa e mandioca, ingredientes que podem substituir até 50% do milho e do farelo de soja tradicionais. A previsão da Embrapa é iniciar a substituição gradual dos insumos a partir de 2027, após novos testes com subprodutos locais voltados para a engorda e a postura das aves.

A zootecnista Thainara Rocha, da Agraer, alerta que a criação tradicional de aves soltas nos quintais aumenta o risco de contaminação e pode causar prejuízos severos aos produtores em caso de confirmação de doenças. As oficinas aplicadas nas comunidades também incluem o uso de equipamentos de proteção e o treinamento para o registro de animais silvestres por meio de uma plataforma digital da Fiocruz.

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