Sábado, 24 de outubro de 2026

Ciência analisa origens históricas e paleontológicas dos mitos sobre dragões

Estudos apontam que a figura dos dragões na mitologia pode ter surgido da interpretação humana de fósseis de dinossauros e encontros com animais reais.

Por Redação WebTV Brasil24/10/2026 às 18:022 min de leitura
Fonte: CNN Brasil (Leia)
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Ciência analisa origens históricas e paleontológicas dos mitos sobre dragões
Imagem: CNN Brasil

A presença de dragões em mitologias de diversas civilizações, como Japão, China e Mesopotâmia, é objeto de análise por antropólogos e paleontólogos. Relatos históricos descrevem essas criaturas com variações significativas, indo desde serpentes gigantes até seres alados. O termo grego drakon, que deu origem à palavra dragão, era utilizado originalmente para designar serpentes ou peixes de grandes dimensões, sem a associação imediata com asas ou patas vista em representações medievais europeias.

Uma das explicações científicas para o surgimento dessas lendas é a descoberta de fósseis de dinossauros e outros animais extintos por povos antigos. De acordo com a teoria, a tentativa de compreender ossadas de grandes proporções levou à criação de contos sobre criaturas imensas. Na dinastia Ming, por exemplo, registros indicam a comercialização de ossos pré-históricos sob o nome de ossos de dragão para fins medicinais.

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O paleontólogo Mark Witton, da Universidade de Portsmouth, aponta que pterossauros, como o Quetzalcoatlus, possuíam características biológicas que poderiam ter alimentado o imaginário popular. Embora anatomicamente distintos dos dragões mitológicos, esses répteis voadores apresentavam portes expressivos. Outra referência citada é o dinossauro Dracorex hogwartsia, descoberto em 2006, cujo crânio espinhoso apresenta semelhanças visuais com criaturas da cultura pop.

Pesquisas adicionais, como a do estudioso Richard B. Stothers, sugerem que encontros reais com grandes animais, a exemplo de pítons africanas, também contribuíram para os relatos. O antropólogo David E.

Jones defende que a persistência do mito pode estar ligada a um instinto humano ancestral de temor a predadores. Para a ciência, o dragão consolidado no folclore funciona como uma combinação imaginária de traços de diferentes espécies, resultando em um superpredador que não possui correspondência biológica real.

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