Sábado, 31 de outubro de 2026

Bolsa de Valores perde quase R$ 1 trilhão em uma semana

Ibovespa despenca após reeleição presidencial e dólar registra alta de mais de 9% em uma semana marcada por forte volatilidade nos mercados.

Por Redação WebTV Brasil31/10/2026 às 00:042 min de leitura
Fonte: Revista Oeste (Leia)
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Bolsa de Valores perde quase R$ 1 trilhão em uma semana
Imagem: Revista Oeste

A Bolsa de Valores de São Paulo registrou uma perda de quase R$ 1 trilhão em valor de mercado ao longo de cinco pregões seguidos. O principal índice da B3 fechou a última sexta-feira aos 167.921,80 pontos, acumulando queda de 18,12% no período. O desempenho negativo representou a pior semana para o mercado acionário nacional desde março de 2020. Levantamento da consultoria Elos Ayta apontou que o valor somado das companhias listadas recuou de R$ 5,684 trilhões para R$ 4,721 trilhões entre 23 e 30 de outubro.

A desvalorização reflete a reação dos investidores após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno. A alta do dólar comercial também marcou o período, com avanço de 9,15% na semana e encerramento a R$ 5,446. A moeda americana atingiu a maior valorização semanal desde outubro de 2008, o que reduziu o poder de compra e elevou o risco de pressões inflacionárias sobre produtos importados e combustíveis.

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O mercado de juros futuros também reagiu com forte alta nas taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros. Os títulos com vencimento em janeiro de 2031 subiram de 12,64% para 15,3% ao longo da semana, encarecendo o custo de financiamento para empresas e para o próprio governo. Companhias ligadas ao varejo, locação de veículos e construção civil registraram perdas acentuadas, com quedas que superaram 50% em empresas como Simpar, Movida, Vamos e Magazine Luiza.

Por outro lado, empresas exportadoras conseguiram encerrar a semana em terreno positivo com o suporte da alta do dólar. A Suzano liderou os ganhos com alta de aproximadamente 17%, seguida por WEG e Embraer, que avançaram mais de 10%. Dados divulgados pelo Banco Central na quinta-feira indicaram que os juros nominais do setor público consolidado alcançaram R$ 1,205 trilhão no acumulado de 12 meses até setembro, o equivalente a 8,99% do Produto Interno Bruto.

A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões, patamar que corresponde a 82,9% do PIB. Investidores e analistas apontam que a trajetória do endividamento público e a sustentabilidade das contas federais continuam no centro das preocupações do mercado financeiro para o próximo mandato.

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