Domingo, 18 de outubro de 2026

Alta financeira na América Latina perde fôlego com desafios fiscais

Mercados da América Latina perdem força após eleições, com gestores reduzindo exposição devido a dificuldades fiscais e de governabilidade na região.

Por Redação WebTV Brasil18/10/2026 às 12:032 min de leitura
Fonte: InfoMoney
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Alta financeira na América Latina perde fôlego com desafios fiscais
Imagem: InfoMoney

Mercados financeiros da América Latina registraram sinais de fragilidade após fortes altas impulsionadas por eleições recentes na região. Gestores de fundos avaliam se devem garantir lucros ou continuar investindo, à medida que promessas de campanha enfrentam dificuldades de governabilidade.

Na Colômbia, após a vitória de Abelardo de la Espriella em maio, a moeda disparou e as ações subiram, mas a alta perdeu força com o líder conservador enfrentando uma grave crise fiscal. No Chile, a valorização após a eleição de José Antonio Kast também desacelerou. Dificuldades semelhantes em governos de Peru, Equador e Argentina geram cautela entre investidores focados no Brasil.

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Fundos como Frontier Road e Fidelity International reduziram a exposição à região, enquanto gestores apontam riscos de a euforia inicial dar lugar à desilusão. Analistas destacam que as eleições funcionaram como rejeição ao status quo e não necessariamente como votos a favor de austeridade fiscal rígida.

A popularidade de líderes como Daniel Noboa no Equador caiu com a reintrodução de subsídios e pressões fiscais, impactando os títulos soberanos. No Brasil, analistas apontam que ativos de risco podem gerar retornos expressivos caso o próximo governo aprove um orçamento enxuto e trabalhe com o Congresso.

Um teste iminente para o mercado ocorre na Argentina, onde a queda de popularidade do presidente Javier Milei eleva a apreensão de investidores devido ao crescimento econômico desigual e aos impactos de medidas de austeridade. Analistas avaliam que ainda faltam evidências de demanda consistente por reformas baseadas no mercado na região.

Texto da redação a partir de reportagem de InfoMoney
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